Grupo de Estudos - Georges Bernanos
"Nós queremos tudo o que Ele quer, mas nós não sabemos que o queremos, nós não nos conhecemos, o pecado nos faz viver na superfície de nós mesmos, nós não entramos em nós senão para morrer e é aí que Ele nos espera".
Diário
Georges Bernanos
Por que, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue? Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo.
Confissões
Santo Agostinho
O grupo de estudos que se concentra na vida e na obra do escritor Georges Bernanos, após passar bom tempo lidando com sua biografia, uma história cheia de som e fúria vivida por um patriota, e com seus escritos políticos, muitos dos quais produzidos em sua estadia no Brasil, debruça-se agora em sua literatura, seguindo-a na ordem de publicação: Sob o Sol de Satã, A Impostura e sua continuação, Alegria – Madame Dargent, primeira história publicada por Bernanos, em 1922, também esteve na pauta.
Mas a leitura da ficção de Bernanos não vai desacompanhada de um mergulho ainda mais profundo na biografia do escritor, para o qual o livro Bernanos par lui-même, de Albert Beguin é de inestimável ajuda.


Spoon River Anthology, pubicado em 1915, é uma antologia de mortos, de vozes de mortos que teve como uma de suas inspirações a Antologia Grega, também conhecida como Antologia Palatina, uma coleção de poemas, na maioria epigramas, escritos em versos para serem gravados em lápides.
O IOC está disponibilizando para download, pela primeira vez (embora a tradução italiana possa ser lida já há vários anos
No segundo semestre de 2011, os integrantes do grupo de estudos literários do Instituto Olavo de Carvalho tiveram a oportunidade de ler, estudar e discutir, durante várias semanas, a
Observador das almas e dos costumes, Camilo é todavia menos sociólogo que psicólogo e menos psicólogo que moralista. (...) O que deveras o impressionou foi a desumanidade de velhas instituições e preconceitos, em contradição flagrante com a verdadeira moral cristã; a intolerância, a moral de convenção, a falta de caridade, os obstáculos erguidos à união virtuosa daqueles que se amam, a falta de respeito pelas almas, pois até a alma do criminoso tem a sua dignidade. Denunciou o sofrimento injusto ou inútil de que os homens são responsáveis, por maldade, incúria ou tacanhez de espírito. Ainda aqui se revelou um moralista, ao mesmo tempo que um afetivo. (Jacinto do Prado Coelho)
O grupo de estudos literários reiniciou suas atividades em 2012 após período de recesso, durante o qual foi pedido que seus integrantes lessem Crítica & Críticos, de Afrânio Coutinho, coleção de ensaios em que o autor, se não apresenta exatamente as balizas seguras para o procedimento crítico, procede à limpeza do terreno com severas críticas ao nada crítico expediente dos “rodapés”, das “orelhas” e do impressionismo insosso disfarçado em pseudo-erudição, aos exames que se apóiam majoritariamente em tudo o que é alheio à literatura, empilhando dados e mais dados a respeito do autor, seu habitat e época, mas sequer roçando no que sua obra tem de valiosa “em si mesma” – apelo à “crítica intrínseca”.





