Grupo de Estudos - Charles Maurras e a Ação Francesa
CapÃtulo da História da Igreja, a Ação Francesa, movimento fundado por Charles Maurras, foi estudada no IOC, em 2011.
Enquanto a França vinha se dividindo desde as disputas entre a III República e o Vaticano; passando pelo controverso ralliement; separação entre Igreja e Estado; e a explosão do caso Dreyfus que, segundo Jean Sévillia, foi ocasião para que a esquerda minasse as bases do conservadorismo francês: a Igreja, o exército e o apego à Monarquia; Charles Maurras congregou escritores, jornalistas e pensadores católicos, como Georges Bernanos, Leon Daudet e Jacques Maritain que, não bastasse a atuação no Jornal A Ação Francesa, não hesitaram em ir às ruas defender a fé católica, alcançando impedir até mesmo a usurpação dos bens eclesiásticos pelo Estado.
Devido sua força e coragem, Charles Maurras se viu alvo de movimentos ligados ao anarquismo, nazismo, comunismo e maçonaria. No entanto, os atentados contra a sua vida não foram obstáculos para a luta combatida sem descanso, o que faz a sua biografia digna de ser conhecida.
As apresentações tiveram como fontes os livros de Gustavo Corção, O Século do Nada, Lucien Thomas, L'Action Française devant L'Église, de Pie X à Pie XII; Historiquement Correct, de Jean Sévillia - indicados por Olavo de Carvalho; uma menção ao livro de Lucien Thomas foi feita na Introdução escrita pelo filósofo para os Ensaios Reunidos de Otto Maria Carpeaux.


Observador das almas e dos costumes, Camilo é todavia menos sociólogo que psicólogo e menos psicólogo que moralista. (...) O que deveras o impressionou foi a desumanidade de velhas instituições e preconceitos, em contradição flagrante com a verdadeira moral cristã; a intolerância, a moral de convenção, a falta de caridade, os obstáculos erguidos à união virtuosa daqueles que se amam, a falta de respeito pelas almas, pois até a alma do criminoso tem a sua dignidade. Denunciou o sofrimento injusto ou inútil de que os homens são responsáveis, por maldade, incúria ou tacanhez de espÃrito. Ainda aqui se revelou um moralista, ao mesmo tempo que um afetivo. (Jacinto do Prado Coelho)




