Grupo de Estudos - Georges Bernanos
"Nós queremos tudo o que Ele quer, mas nós não sabemos que o queremos, nós não nos conhecemos, o pecado nos faz viver na superfície de nós mesmos, nós não entramos em nós senão para morrer e é aí que Ele nos espera".
Diário
Georges Bernanos
Por que, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue? Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo.
Confissões
Santo Agostinho
O grupo de estudos que se concentra na vida e na obra do escritor Georges Bernanos, após passar bom tempo lidando com sua biografia, uma história cheia de som e fúria vivida por um patriota, e com seus escritos políticos, muitos dos quais produzidos em sua estadia no Brasil, debruça-se agora em sua literatura, seguindo-a na ordem de publicação: Sob o Sol de Satã, A Impostura e sua continuação, Alegria – Madame Dargent, primeira história publicada por Bernanos, em 1922, também esteve na pauta.
Mas a leitura da ficção de Bernanos não vai desacompanhada de um mergulho ainda mais profundo na biografia do escritor, para o qual o livro Bernanos par lui-même, de Albert Beguin é de inestimável ajuda.


O grupo de estudos de História, formado há mais de dois anos, fez, no dia 23 de dezembro último, sua última reunião do ano de 2011, ocasião em que o grupo assistiu a um documentário a respeito da vida do Papa Pio XII, e ouviu a leitura de O Silêncio, conto da escritora alemã Gertrud von le Fort que tem por cenário um embate travado entre o Imperador Frederico II e o Papa Inocêncio IV no século XIII, episódio da História da Igreja Católica de que a escritora se serve para aludir ao esconjurado silêncio com que o mundo viu Pio XII responder às ameaças do nazismo; o silêncio do Papa não acobertou uma conivência ou colaboração com os nazistas, como quer fazer crer a campanha de difamação orquestrada em Moscou, mas uma vasta operação de proteção a religiosos, em sua maioria judeus, perseguidos pelo Führer – o livro de Gertrud von le Fort foi lançado em 1967, em plena ebulição do mito do “papa de Hitler”, que culminou no lançamento de obra que levava esse título em 1999; o engodo ainda capitaliza vantagens aos inimigos declarados da Igreja às custas dos ouvidos moucos feitos ao seu retumbante desmentido.




