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Ângelo Monteiro - A arte como outra forma de graçaNo dia 06 de novembro de 2011, às 17h00, transmitimos um encontro com Ângelo Monteiro, no qual ele comentou falou sobre A arte como outra forma de graça, comentou seu recém-lançado livro Arte ou Desastre, além de outros temas em conversa informal. A gravação da palestra já está disponível para os associados do IOC, em nossa reformulada seção de Palestras e Eventos. |
Estudos Luso-Brasileiros - O Patriarca e o Bacharel, de Luís Martins
O grupo de estudos do IOC concluiu, nesta última sexta-feira (10), uma série de três apresentações acerca da obra de Luís Martins – O patriarca e o bacharel, lançada em 1953.
O livro foi mais um instrumento usado para lançar luz sobre o período imperial brasileiro, especialmente a transição do antigo regime político para a República. Diferente de uma simples análise histórica e/ou de conjuntura oferece o autor uma abordagem psicanalítica dos fatos. Martins procura entender o sentimento de remorso que tomou grande parte dos republicanos que, em 1889, foram os responsáveis pela queda do trono e exílio do Imperador. Usando de linguagem adequada ao pensamento de Sigmund Freud, o que se expõe no decorrer das páginas de O Patriarca e o Bacharel é resumidamente o seguinte: Dom Pedro II era não apenas o chefe de Estado mas, simbolicamente, o pai dos brasileiros. Expulsá-lo foi, analogamente, reproduzir a situação edípica; o pai foi morto, uma violência foi cometida e a culpa disseminada. Daí que, entre cartas e documentos contemporâneos aos fatos aludidos, veja-se tantos pedidos de desculpas ao Imperador, tantos arrependimentos, tantos desenganos. Luís Martins chama a isso de complexo de remorso.
Diz o autor: “Esse sentimento se manifestou de uma forma ou de outra, ostensivo ou disfarçado, porém quase sempre será possível encontrá-lo. Em verdade, as circunstâncias ajustavam-se demasiadamente à situação edipiana para que o registro da curiosa coincidência não me tentasse. Não vejo outra explicação que melhor se adapte aos fatos”.
A culpa pelo que se fez com o “pai coletivo” impregnou a alma nacional de tal maneira que, nas gerações seguintes, ainda estaria presente esperando ser expiada, expressando-se sob a forma de desejos inconscientes do povo.
O valor dessa análise, tal perspectiva dos fatos, parece ter sido captado magistralmente por Gilberto Freyre, que prefaciou a primeira edição da obra. Diz o sociólogo: “Vê-la dominadora e única, como parece que ele a vê (Martins), creio que é exagero e exagero evidente; vê-la entre as influências de ordem psicológica e ao mesmo tempo sociológica que explicam a insatisfação nervosa que se apoderou das primeiras gerações de republicanos no Brasil, me parece razoável. Aos casos de remorso como o de Carmo Cintra, cujo republicanismo se transformaria em nostalgia da velha ordem e em saudade do velho Imperador, numerosos poderiam ser acrescentados. Bacharéis arrependidos do seu antipatriarcalismo, do seu antipaternalismo, do seu antimonarquismo”.
O livro é mencionado por Olavo de Carvalho em escrito de 1989.
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Estudos Luso-Brasileiros - O Patriarca e o Bacharel, de Luís Martins
Grupo de Estudos - Charles Maurras e a Ação Francesa
"O elemento estrutural do cosmos, e a realidade fundamental da nossa experiência, chama-se alma imortal humana. Essa é nossa verdadeira constituição e verdadeira realidade. Somos almas imortais, e é só isso que somos."







