Baseados na técnica da bio-iatria, desenvolvida por Luciane Amato a partir de seus estudos de educação, filosofia e psicologia sob a orientação de Olavo de Carvalho, os atendimentos individuais são o coração do Instituto Olavo de Carvalho.
O trabalho de Luciane Amato já foi descrito como uma mistura de formação pessoal e ensino socrático; como um trabalho de descoberta e desenvolvimento de vocações individuais; como o suporte de que muitos necessitavam para o ingresso sério na vida intelectual proposta pelo Olavo; como paideia, formação integral voltada para o fortalecimento da consciência e expansão de seu horizonte; como ciência prática do sentido da vida. A definição que a própria Luciane prefere, no entanto, é a sintetizada no termo que ela tomou emprestado de Julián Marías: bio-iatria, isto é, medicina das doenças biográficas.
“No fundo,” explica Luciane, “a minha bio-iatria não tem nada de original: somente juntei os muitos ensinamentos de Olavo de Carvalho, sobretudo em matéria de ética, psicologia e biografia, somei estudos de Marías, Lain Entralgo, Lavelle, Szondi, Frankl e outros, e, caso a caso, apliquei o que aprendi, isto é, adotei um método tutorial de ensino, partindo do ponto em que se encontrava cada um dos meus alunos ao chegar até mim e tentando fazer com que se realizasse nele a operação realizada em mim pela presença de Olavo de Carvalho.”
Muito do método a ser utilizado depende das necessidades individuais de cada aluno, e por isso mesmo os encontros são sempre individuais. Em todo caso, trata-se sempre de uma retificação de biografias através da educação verdadeira, onde necessariamente não pode faltar:
– a ampliação do imaginário e do horizonte de consciência;
– o surgimento e fortalecimento de uma consciência moral;
– o esforço para desfazer mentiras existenciais e contar direito a própria história;
– o preenchimento de lacunas culturais, bem como a dissolução dos efeitos nocivos de uma pseudo-educação estúpida;
– o fortalecimento da vontade;
– a busca incessante da sinceridade existencial e da honestidade intelectual;
– o estudo e aprofundamento dos temas que realmente interessam ao aluno, evitando a gratuidade e a aquisição de conhecimentos desacompanhada de comprometimento pessoal;
– a abertura da alma para todos os aspectos da realidade, e sobretudo para a dimensão espiritual da existência humana.
“Só tu podes viver tua vida; ninguém pode fazê-lo em teu lugar. Se não a estás vivendo, então quem – ou o quê – está?”